Projectos

Os projectos constituem uma das vias de trabalho na UMAR, propulsionadora de autonomia, vitalidade e produtividade, onde as equipas, inseridas nos diversos grupos de trabalho, desenvolvem e concretizam os objectivos da organização.
A UMAR percorre já três décadas de activismo nos movimentos de mulheres e na acção feminista em Portugal (Tavares 2004; Magalhães, Pinto e Tavares 2003). Poder-se-ia esperar que este longo caminho significasse rotinização e anquilosamento de ideias e de formas de acção.
No entanto, a vitalidade que demonstra, pensamos, muito deve ao tipo de organização, ao trabalho em rede, na autonomia (quase) total das equipas que se constituem para levar por diante um projecto, na quase desburocratização dos seus procedimentos e numa capacidade de mudar, inovar e se renovar.
Muitas vezes, este trabalho em rede não permite que a UMAR se torne visível como uma “grande” organização, porque as activistas não são “mobilizáveis” para as acções decididas por qualquer direcção bem pensante. Cada grupo leva por diante, quando leva, os seus projectos, as suas ideias, as suas prioridades. E assim, parece sempre que é de pouca gente que se trata. Mas é de “pouca gente” de cada vez, num todo que envolve muitas mulheres que são capazes, ali, de fazer aquilo que consideram importante.
Alguns projectos são financiados e levam por diante os objectivos que contratualizaram com as entidades financiadoras. Outros não têm financiamento e prosseguem os objectivos definidos no seio das equipas e acordados nos órgãos da associação.