Observatório de Mulheres Assassinadas

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS RELATIVOS AO PERÍODO ENTRE NOVEMBRO 2005 E NOVEMBRO DE 2006

Os dados que agora se apresentam foram recolhidos a partir de fontes jornalísticas – Jornal de Notícias, Correio da Manhã, O Crime, Público e Diário de Notícias - analisadas ao longo do último ano, entre 25 de Novembro de 2005 e 20 de Novembro de 2006.

É de 39 o número total de homicídios e 43 as agressões com tipologia de homicídio noticiadas nas fontes acima referidas, no período em análise.
Lisboa e Porto são os distritos com maior incidência de homicídios e de tentativas de homicídio.

Neste ano, foi Maio o mês em que ocorreram mais homicídios (8), correspondentes a 21% do total de homicídios.

Até 17 anos

0

0

18 - 23 anos

3

7,6

24 –35 anos

9

23

> 50 anos

11

28,2

Desconhecida

4

10,2

No período em análise, a idade onde existe maior incidência de homicídios é em mulheres com idades compreendidas entre os 36 e os 50 anos, que corresponde a 12 vítimas (31%) da amostra.

Idade dos agressores

Até 17 anos

0

0

18 - 23 anos

0

0

24 –35 anos

7

19

36 - 50 anos

8

21,6

Desconhecida

13

35,1

Relativamente à idade dos agressores com maior prevalência, situa-se acima dos 50 anos, perfazendo um total de 9 (24,3%).

Marido / Companheiro/ Namorado / Relação de intimidade

22

0

22
56

Ex-marido / Ex-namorado/ Ex-companheiro/ Ex-amante

9

0

11
28,2

Descendentes directos

1

2

1

3

Outros familiares

5

0

5

12,8

Quanto à relação entre vítima e agressor, concluímos que no período em análise os homicídios foram cometidos por agressores cuja relação com a vítima era de marido, companheiro e ou namorado, num total de 22, correspondente a 56% da amostra.

Nestes três últimos anos, desde que a UMAR iniciou o Observatório das Mulheres Assassinadas, ou seja, entre 25 de Novembro de 2003 e 20 de Novembro de 2006, registaram-se 117 homicídios e 115 agressões com tipologia de tentativa de homicídio, sendo que, quanto à relação vítima/agressor, os agressores e homicidas continuam a ser em maior número os maridos, namorados ou companheiros das vítimas.