facebook1  instagram-logo1

Newsletter

Notícias e Comunicados

Estimada associada,Segue, em anexo, a convocatória com a a Ordem de Trabalhos para a próxima Assembleia Geral Extraordinária da UMAR que terá lugar em Lisboa, na nossa sede nacional em Alcântara (CCIF/UMAR), no Domingo ...

Estimada associada,Segue, em anexo, a convocatória com a a Ordem de Trabalhos para a próxima Assembleia Geral Extraordinária da UMAR que terá lugar em Lisboa, na nossa sede nacional em Alcântara (CCIF/UMAR), no Domingo ...

Estimada associada,Segue, em anexo, a convocatória com a a Ordem de Trabalhos para a próxima Assembleia Geral Extraordinária da UMAR que terá lugar em Lisboa, na nossa sede nacional em Alcântara (CCIF/UMAR), no Domingo ...

No sábado dia 12 de dezembro pelas 20h no restaurante Solar dos Bicos (ao lado da Casa dos Bicos) em Lisboa, vai realizar-se um jantar de abertura da comemoração dos 40 anos da UMAR.O preço por pessoa é de 15 euros (preço ...

nao assedio
Comunicado sobre o Relatório intercalar do OMA (jan. a jun 2014)
O relatório intercalar do OMA – Observatório de Mulheres Assassinadas com a síntese dos dados sobre femicídio e tentativas de femicídio ocorridos em Portugal, e noticiadas na imprensa durante o 1.º semestre de 2014 (dados de 1 de Janeiro a 30 de Junho de 2014) contabiliza 24 femicídios e 27 tentativas de femicídio. Atrás de cada número há uma mulher vítima de violência de género.
Os dados confirmam que a prática do crime de femicídio e no femicídio na forma tentada é o culminar de uma escalada de violência praticada por aqueles com quem as vítimas mantêm relações de intimidade. A permanência em relações violentas aumenta o risco de violência letal, considerando-se assim a violência doméstica como um preditor do femicídio e tentativa do mesmo.
No 1.º semestre de 2014, o grupo etário que registou mais femicídios foi o das mulheres com idades superiores a 65 anos de idade (sete) a que corresponde 29% do total das situações reportadas. Este escalão etário é imediatamente seguido pelos escalões etários dos 36 - 50 anos e 51 - 64 anos de idade, cada um com 25% (seis).
Verifica-se uma média de quatro femicídios por mês, no período compreendido de 1 de Janeiro a 30 de Junho de 2014. Verificamos que 8 dos 24 femicídios ocorreram nos distritos de Lisboa e Setúbal, com quatro mulheres assassinadas em cada um dos distritos. Logo de seguida, e com três femicídios cada, surgem os distritos de Santarém e Viseu.
Atendendo-se à suposta motivação/justificação verificamos que a maioria dos homicídios praticados e registados pelo OMA ocorreu num contexto de violência doméstica (59%). Arma de fogo e arma branca são os meios utilizados na maioria dos casos para cometer femicídio.
Cruzando a prevalência do femicídio com a presença de violência doméstica nas relações de conjugalidade ou de intimidade e relações familiares privilegiadas, verificamos que 62% (15) das mulheres assassinadas neste período foi vítima de violência nessa relação.
Em 4 situações (17%) não eram conhecidas situações de violência doméstica e, em 5 (21%) das situações reportadas não existia informação quanto a este item.
A residência surge como o local mais perigoso, justamente onde a maioria dos femicídios foram praticados; 19 num total de 24 femicídios.
Quanto às 27 tentativas de homicídio contabilizadas, a maioria (81%) teve como seus autores aqueles com quem as vítimas mantêm ou mantiveram uma relação de intimidade.

O relatório intercalar (bem como os anteriores) encontra-se disponível em:
www.umarfeminismos.org ou em facebook/UMARfeminismos

Lisboa, 30 Julho 2014
A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta