Comunicados de Imprensa

A UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta considera que a iniciativa legislativa que propõe suspender os julgamentos por prática de aborto mas que persiste na culpabilização das mulheres sujeitando-as a "medidas de apoio psicológico" é uma falsa ajuda às mulheres que decidem interromper uma gravidez que não desejam.
Encarando as mulheres que decidem abortar como "doentes" e não como pessoas conscientes de um acto que praticam, esta iniciativa legislativa accionada por um conjunto de pessoas que estão contra a despenalização do aborto, pretende "deitar poeira para os olhos" e não deixa de se cimentar no terreno da hipocrisia, característica de quem não quer encarar de frente uma questão civilizacional e de direitos das mulheres, resolvida há cerca de 30 anos na esmagadora maioria dos países europeus.
A UMAR afirma que o verdadeiro apoio que se deve dar às mulheres que interrompem uma gravidez é dar-lhes a legalidade necessária para que possam praticar o aborto em condições de segurança sem colocar em perigo a sua vida e saúde. Esta vertente da clandestinidade do aborto não preocupa os proponentes de tal iniciativa.

Lisboa, 19 de Maio de 2006

Pelo Secretariado da UMAR