COMUNICADO DE IMPRENSA
Dia das mentiras financeiras
Acção de denúncia das mentiras que alimentam um sistema económico injusto
Dia 1 de Abril, 17h, Restauradores, junto à loja do cidadão
Todos os dias nos dizem que a culpa da crise é nossa, que alguns banqueiros mal intencionados vieram dar mau nome ao sistema financeiro, mas que de resto ele funciona muito bem. Todos os dias nos dizem que o melhor é deixarmos os empresários (o “mercado”) decidirem por nós o que devemos produzir, consumir, poupar, comer.
Enquanto se defende que o Estado não deve interferir na economia, as empresas, nomeadamente as financeiras, tornam-se cada vez mais irresponsáveis. Os empregos vão ficando mais precários, a exploração de imigrantes aumenta, os mercados alimentares entram em colapso, as preocupações ambientais ficam nas mãos dos consumidores e não das empresas, e o dinheiro que todos poupamos (incluíndo o das nossas reformas) é investido em “fundos” cada vez mais virtuais e com enormes riscos.
A Rede Que Alternativas decidiu aderir ao apelo do Fórum Social Mundial e organiza uma acção de rua, a realizar-se amanhã, dia 1 de Abril, pelas 17h, nos Restauradores, junto à loja do Cidadão, e denunciar algumas das petas financeiras mais populares dos últimos tempos. O apelo lançado no âmbito do Forum Social Mundial, realizado em finais de Janeiro, em Belém, Brasil, poderá ser consultado em www.choike.org/gcrisis
Aqui ficam duas das petas mais populares:
A crise e a escassez de fundos obriga o Governo a privatizar serviços básicos como a saúde, segurança social e educação.
O dinheiro dos contribuintes que tem sido usado para salvar bancos pode, e deve, servir para assegurar que estes serviços permanecem abertos e acessíveis a todos, protegendo as pessoas com mais necessidades, que são as mais afectadas pelas crises. A privatização dos serviços de que todos precisamos só serve para gerar lucros garantidos a grandes empresas. E se estas falham, é de novo o Estado que vem assumir os seus prejuízos e garantir que os serviços não desaparecem…
O dinheiro público deve ser usado para salvar todo e qualquer banco, independentemente da sua dimensão e do tipo de negócios em que se envolve.
Os bancos são peças importantes do sistema económico e a sua falência pode ter consequências graves, mas isso só mostra que as suas actividades devem ser fortemente controladas. Não é verdade que a falência de qualquer banco leve à derrocada de todo o sistema, nem que o Estado deva salvar bancos que gerem investimentos de base fortemente especulativa. Por outro lado, nos casos em que seja mesmo indispensável um apoio do Estado, este deve impor condições que garantam que os bancos dirigem a sua actividade para o apoio às empresas, em dificuldades por causa da crise que eles próprios criaram.
CONTACTOS:
Sara Rocha - 964530515
André Studer - 965698370
A Rede "Que Alternativas", foi criada na sequência da organização da Cimeira Alternativa África-Europa, realizada em Lisboa, em Dezembro de 2007, e inclui activistas, grupos e associações empenhados no movimento alterglobalização. |